Spell Work Fanzine – Edição#03

EDITORIAL

Agradeço a todos que apoiam e respeitam meu trabalho, aos que divulgam, enviam material, informações, a minha família, aos amigos que são muitos e não da pra colocar todos os nomes, pois sempre sai alguém chateado.

O Spell tem crescido, É sinal que estamos em estado de aprendizagem e desenvolvimento e pretendemos melhorar sempre para que os leitores do SW sintam necessidade de uma próxima edição. Agradeço de coração aos meus fieis parceiros e amigos afinal sem eles o SW não existiria e continuaria:
Edson (modem/contraste) pela diagramação, arte visual, quebra galhos e afins. Aline Eldritch pelas traduções, Marcos Eldritch pela impressão e a força nos projetos (vida longa a banda Sinistrus!) Marian (woman machine) a garota por trás da maquina!

Responsável pela construção do Site, em breve no ar! Marcus Asbarr e Monica Matias pelo apoio incessante na divulgação. 2005 foi um ano repleto de novidades na cena alternativa, varias festas, eventos, shows inesquecíveis, para qualquer alma noturna. Das Ich, Projeto 3 Cold Man, a banda Neon Judgement, entre outros. Espero que 2006 nos de oportunidade de mais melhorias na cena.

Um grande Abraço a Johan Van Roy (Suicide Commando), Mike (Tranzendenz), Jirky (Two Witches), Marck Chicken (PP?), Maurizio Bonito (3 Cold Man), a banda Neon Judgement (um show inesquecível !) o pessoal da Indie Records, a Rita da Goth Dolls, e ao grande representante da cena alternativa e um dos meus idolos, Fabio Massari (na foto). Até a próxima edição. Paz, saúde, e atitude a todos!

Thina Curtis

UNIVERSO ALTERNATIVO

Quem compareceu ao show do grupo Human League no último nokia trends em São Paulo certamente cruzou com o divulgador Marcelo Pastel editor do Ultramodezine. Junto a ele estava Edson F, responsável pela banda Modem. Legitimo representante da musica eletronica feita por brasileiros, o modem é a umas das poucas bandas que se mantém firme e fiel ao cenário eletronico, Acompanhando os altos e baixos da musica desde 1994.

No inicio, na efervecencia do surgimento de muitas bandas, o modem foi criticado por defender a bandeira de um trabalho mais sólido e harmonico, diferindo da maioria. Quando o grupo atingiu seu amadurecimento, a gravadora Cri du Chat, único apoio aos grupos nacionais, já não existia mais. O fim do selo também decretou o fim de muitas bandas existentes.

De lá pra cá, o modem continuou suas atividades. Fez apresentações pelo Brasil ao lado de bandas como Loop B, Self e Inhummanoids até a Mhz (da Argentina). As ultimas apresentações em Porto Alegre e Sta Maria (RS) ao lado da banda Aire n terre, do produtor W Tek, renderam uma parceria entre as duas bandas. O resultado poderá ser conferido em breve, em um CD conjunto que atesta a constante evolução do grupo.

O modem tem em bandas como New Order, Human league e a brasileira Harry sua principal referência. Faz musica pop e eletrônica misturando um caldeirão de influências. A faixa Deep Space, tornou-se um para hino da banda. Seu vocal deprê é uma marca registrada do grupo, em contraste com as batidas dançantes. “Já tocamos em baile a fantasia, em boates, e em eventos politicos e sadomasoquistas”, conta Edson F. No final das apresentações o grupo toca algumas covers e convida alguém do publico para cantar, a integração é imediata. Informações sobre a banda e musicas podem ser baixadas no site.

Thina Curtis

Contatos:
R.Ita,22 SBCampo-SP- 09761-090
Na rede: myspace.com/emodem
Email: emodem@ig.com.br

Um dos nomes mais comentados do novo cenário gótico. O Gargula Valzer acaba de ser convidado pelo produtor Finlandes Jirky (Two Witches) para participar de uma coletanea ao lado de bandas Européias de renome no cenário europeu. O Gargula também é destaque da ultima edição do Bioeletric, informativo alternativo de Recife.

Baseado nos conflitos de Getulio Silenzio (de asaradelianos tempos idos), o projeto folk vampiric gothic aparece no penoso ano de 2004 sob a sombra de sua primeira demo intitulada “Ale Aplause and Nightmare” gravada com paixão solene nas madrugadas gélidas de julho do mesmo ano causando uma certa surpresa no vasto e inquieto cenário underground, despertando a curiosidade do fiel público gótico e daqueles que apreciam música sombria executada pôr visionários. Gárgula Valzer reside em uma terra chamada Barbacena, famosa pôr suas rosas e seus hospitais psiquiátricos, clima propício para atmosfera baudelairiana e sons vampirescos.

Através de “Pale Aplause…” que contem cinco faixas movidas a teclados e efeitos como pôr exemplo o som dos corvos do outono e os trovões do tema” Stake in my heart”, foram gerados inúmeros comentários positivos e interessantes a cerca do trabalho solitário de Silenzio.” Se você procurar pôr uma musica para cortar o pulsos., encontrou”. Disse Tito Melo da Gothic tendêncies.

Podemos descrever sua obra como trilhas de filmes classissistas de horror. “The vampire blood cult” inovador e único dentro de uma simplicidade mágica. Klaus , um poeta Germânico. Até o presente momento surgiram algumas propostas para apresentações dentro de um contexto onírico, e também de pessoas ligadas a selos. Sendo que a mais importante foi o convite do aclamado selo gótico Bat Cave de São Paulo para que o Gárgula Valzer participasse juntamente com outros nomes do alto escalão gótico brasileiro em uma coletânea em formato vinil. A faixa nosferatu já é um classico em algumas casas noturnas em SP. As atuais espectativas recaem sobre a nova demo “Ignominous Phalasaious”. trilhando seu caminho com vampiros, corujas e vinho trazendo em sua arte gráfica o talento do artista cult Julio (Dark Visions tatoo) .

Na rede: wickerman102@yahoo.com.br

Impossível não frisar aqui as influencias sonoras e líricas do Gárgula Valzer. Incontáveis dentro do universo pessoal de Getulio como os legendários Death in june, Ordo Equitum Solis, Devil doll, Joy Division, Malombra, Atrition, Stoa, Hieronymus Bosh, Eden, Seraphin Shock, Charles Baudelaire ,Castaneda, Bram Stoker, etc.

Gárgula Valzer
A/C Getulio Silenzio
CX.Postal 44 Barbacena- MG CEP 36200-000 Brazil

BRECHERET

Vitor Brecheret (15 de dezembro de 1894 – 18 de dezembro de 1955) foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais importantes do país. É responsável pela introdução do modernismo na escultura brasileira. Sua figura ficou marcada pela boina que costumava vestir, ressaltando uma imagem tradicional do “artista” .

Nascido Vittorio Brecheret, filho de Augusto Brecheret e Paolina Nanni, no pequeno município de Farnese (província de Viterbo, Itália), emigrou para o Brasil no inicio da infância com a família do tio materno Enrico Nanni. No Brasil, tornou-se Victor Brecheret e já com mais de trinta anos de idade recorreu à Justiça para inscrever seu registro de nascimento tardiamente no Registro Civil do Jardim América (município de São Paulo).

Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira, embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de “regularização” era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade do século XX no Brasil. Ainda menino frequentou as aulas de entalhe em gesso e mármore do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde mais tarde viria a utilizar o atelier e seus aprendizes para moldar suas obras. Amadureceu estudando na Europa, onde entrou em contato com as vanguardas artísticas que ocorriam nas décadas de 1910 e 20. Trabalhou com o escultor italiano Arturo Dazzi, sendo influenciado pela estética de pós-impressionistas como Ivan Mestrovic, húngaro, e os franceses Auguste Rodin e Émile-Antoine Bourdelle.

Liga-se a Di Cavalcanti, Mário de Andrade , Oswald de Andrade e Menotti del Picchia quando volta ao Brasil e com eles participa da introdução do pensamento vanguardista no Brasil.Participa da Semana de Arte Moderna de 1922, expondo 20 esculturas no saguão e nos corredores do Teatro Municipal de São Paulo. A partir daí mantém paralelamente uma carreira na Europa e em seu país. Expõe no Salão dos independentes de Paris e funda a Sociedade Pró Arte Moderna. Em 1920 ganha um concurso internacional de maquetes para a construção de uma grande escultura em São Paulo (o futuro Monumento às Bandeiras). Em 1923 o governo do Estado de São Paulo encomenda-lhe a execução do Monumento às Bandeiras, projeto ao qual Brecheret virá a se dedicar nos próximos 20 anos. Em 1951, é premiado como o melhor escultor nacional na 1ª Bienal de São Paulo.

Obras

Quando estudante do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Brecheret é essencialmente um artesão, executando obras de teor clássico e romântico. Na Europa, inicia uma produção similar a de pós-impressionistas. Ao entrar em contato com as vanguardas em curso, é autor de uma obra que tange o construtivismo, o expressionismo e o cubismo, mas nunca chegará à abstração pura. Em sua fase mais madura, Victor procura realizar experimentos estéticos que liguem a escultura vernácular indígena brasileira com as experiências que desenvolveu na Europa.Em sua produção destacam-se : Ídolo (1921), Fauno (1924), Depois do Banho (1945) e O Índio e Sasuapara (1951).

LETRA E TRADUÇÃO




Surdo ou Louco (Deaf or Crazy)

Um é ostentoso depois da fama
Um desaparece na lama
Um está perdendo a esperança e a misericórdia
Um luta para manter a palavra

Um está morrendo pelo seu pais
Um cai em lágrimas
Um está tomando conta do inimigo
Um estende-se num banco de igreja

Um está ficando surdo e louco
Um supera o ódio e a chuva
Um está se perdendo na miséria
Um lembra um amigo aleijado

Outro termina um caminho sombrio
Outro meio de lutar
Outro regala-se no tempo
Para sobreviver de qualquer jeito

ENTREVISTA

Spell Work tem o prazer de trazer um pouco de informação sobre uma das bandas icones do estilo Gothic. Da gélida finlândia: Two Witches!

Thina: Quando vocês formaram o Noidat, mais tarde transformado no Two Witches com Anne Nurmi em 1987, vocês eram uma das primeiras bandas góticas na Finlândia, e a unica com uma carreira internacional de sucesso. Como você compararia aquela época com a cena Filandesa atual?

Jyrki: A coisa toda era muito, muito menor naquele tempo. Talvez mais amigavel também. Havia apenas umas cinco bandas, não existiam casa noturnas, fanzines, selos… Anne e eu inauguramos a 1ª casa gótica Finlandesa em Tampere, assim como o 1º selo Finlandes alternativo. (Darklands Records). Podemos dizer que Anne e eu iniciamos a cena aqui (com alguns amigos, claro!), no começo, Darklands era também uma loja de Roupas, sapatos, discos, gerenciada por Anne e eu. Naquele tempo, todo mundo se conhecia e os círculos eram bem pequenos.

Thina: Quando vocês formaram a banda e quando lançaram os primeiros trabalhos? Qual a atual formação do Two Witches? Os melhores Shows?

Jyrki: O primeiro trabalho saiu em 87, naquela época eram apenas Anne ( atual integrante do Lacrimosa), e eu, não havia uma cena gótica na Finlândia, então nós criamos uma. Nós começamos a tocar em concertos mais tarde, no mesmo ano. Hum…muita coisa aconteceu desde então, 18 anos é muito tempo, não é? Anne deixou a banda em 93 e juntou-se ao Lacrimosa. Atualmente a formação do Two Witches inclui Anke (baixos), Heidi (guitarras) Marko (Guitarra e Programação) e eu.

Thina: Quais foram seus melhores shows?

Jyrki: Hum… deixe me pensar. Cidade do Mexico (2001), SP (na Soundfactory, 97), Buenos Aires, (1997), Wave Gothic Treffen, (Alemanha,2000), Lumous Gothic Festival, em Tampere (Finlândia,2005), Madri (Espanha, 1997), Talvez alguns outros também, Principalmente por causa da boa platéia.

Thina: Qual foi a coisa mais difícil que vocês já fizeram para conseguir atrair o publico? O que vocês consideram crucial para o sucesso de vocês?

Jyrki: Nós trabalhamos muito, gravamos muitos discos e fazíamos Turnês o tempo todo. Talvez esse seja o segredo para o sucesso. E nós temos sido uma banda muito ativa todos esse anos. Estamos agora gravando um novo material, e todos nós temos o nosso próprio projeto solo: Chaos Reserch, de Marco, SinMasters, Jirky, e o Gravehill Paris Witch, de Marco, Rozz Willians, (ex Cristian Death), e Paris, tecladista do Shadow Project. Estamos em turnê em breve. (No Reino Unido c/ o Nightbreed, Midnight Configuration e Pro-Jekt).

Thina: De onde vem o interesse por vampirismo e o ocultismo que frequentemente são temas de suas musicas?

Jyrki: Na verdade esse foi o tema principal durante alguns anos e foi o inicio de nossa carreira. Eu não escrevi mais canções sobre esse tema desde 97, A vida em si é nossa maior influência para escrever canções. O amor, o ódio, relacionamentos, religião, , viagens, acontecimentos do dia a dia,etc… É isso que mais me inspira.

Thina: No Brasil, há pessoas que ainda não conhecem o trabalho do Two Witches,. Como elas podem encontrar mais informações sobre vocês e o que estão fazendo?

Jyrki: Nossas páginas na internet, são o lugar certo para nos contatar, e claro, vocês podem escrever cartas e mandar e-mails direto pra nós e perguntar o que esta acontecendo.

Thina: Para finalizar, existe alguma coisa que vocês gostariam de acrescentar? Alguma mensagem para seus fans no Brasil?

Jyrki: seria ótimo visitar o pais de vocês novamente. Nós temos viajado pelo mundo todo nos últimos 18 anos, mas os shows em SP foram especiais para nós. Eu tenho somente boas lembranças dessa visita, se existir algum organizador de shows interessado na gente, por favor, não exite em nos contatar. E para os góticos do Brasil…desejo a todos vocês o melhor!

Sites relacionados:

http://twowitches.com

http://twowitches.fingoth.net

Contatos:
a/c Jyrki Witch – Two Witches.
Box 29
33201 Tampere – Finland
+ In memorian Sominuim (R.I.P)

Lumus gothic festival

Jirky também é um dos organizadores do maior festival de gothic/ebm/darkwave da Escandinavia, . O LGF foi criado a cinco anos, no inicio acontecia em três casa noturnas, mas no verão de 2002 virou festival de verdade. Em 2005, durou quatro dias e causou vários acontecimentos ao redor de Tampere. Varios clubes para concertos, um cruzeiro num lago (!?), uma galeria de arte, piquiniques etc. Passaram pelo Lumus bandas como: Killing Miranda, Midnight Configuration e Neon Zoo, (Reino Unido),,Angels & Agony (holanda), Coph Nia e The Protagonist , Dark Side Cowboys, Ordo Rosarius Equilibrium (Cold Meat, Suécia), ,Haujobb (Alemanha), E neste ano tem de novo no primeiro final de semana de julho. (informações: www.lumous.net).

ALLAN KARDEC

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Leon Hippolite Denizart Rivail adotou o pseudônimo de Allan Kardec . Codificador da doutrina espírita, nascido em Lyon – França em 1803. Foi discípulo do celebre educador Pestalozzi e dedicou parte de sua vida as atividades educacionais. Em 1854 iniciou-se no espiritismo e adotou o nome de Allan Kardec, que segundo a revelação de um “Espírito de verdade” através de um médium, era o seu próprio nome no tempo dos druidas.

Coube a Allan Cardec sistematizar o Espiritismo numa doutrina que se encontra exposta nas suas principais obras. O livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O livro dos Médiuns, O Gêneses, Os milagres e as Predições segundo o Espiritismo.

De acordo com essa Filosofia o universo resulta dos elementos: Deus, Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. O espírito, A matéria e o fluido, (elemento forte da vida animal, intermediário entre o espírito e a matéria). Distingue uma escala de espíritos, divididos em imperfeitos e puros.

Admite o principio da reencarnação. A grande influência intelectual da França no século XIX favoreceu a expansão da doutrina espírita no mundo contemporâneo, Por outro lado o espiritismo surgia como nova mensagem contra a propagação das idéias materialistas, teve, entretanto de enfrentar duas correntes opostas:

A dos cientistas materialistas e a dos defensores da religião cristã, tanto católica, como evangélica, O Kardecismo conseguiu grande difusão no Brasil e tem como órgão principal a federação Espírita Brasileira.

Entre nós, o espiritismo não só empolga a católicos, mas há seitas de procedências negras e ligadas ao fetichismo indígena. Processou-se um verdadeiro sincretismo religioso.

A seita da umbanda, por exemplo, é uma fusão o espiritismo e dos cultos afro-brasileiros. Apesar do combate da igreja católica, a admiração religiosa vem dominando grande parte da população brasileira.
Allan Kardec faleceu em paris em 1869.

Traduzido por Voltaire e compilado por Thina Curtis

CONTATOS

Urban Citizen
Manifestação da força da musica eletrônica em seu estado mais puro. Densidade e impacto seguindo a melhor tradição da EBM alemã. A/C Alan Draht/
R. São Pedro, 52 apto 101- Diadema- SP CEP 09910-620

Sinistrus
Banda paulista de covers dos anos 80´e 90´s, influências de Sisters, Echo, cure, Joy, e Tape o Negative.
A/C Marcos Eldritch
R. São Pomponio, 34 – Mooca- SP CEP 03189-210
Email – vitor@sinistrus.com.br

Dead Rose Garden
Influênciados por Nosferatu, Cristian Death, Alien Sexy Fiend, Corpus Delicti, trazem o estilo death rock com letras próprias, com um publico fiel e um dvd ja gravado. A/C Guto Sioux
R. Edson Danilo Dotto, 322 apt. 13 B
Cidade Tiradentes – SP- São Paulo CEP 08485-090
Na rede: http//geocities.yahoo.com.br/deadrosesgarden

Modus Operandi
Industrial – Eletrônico onde furadeiras, guitarras, baterias e poesia fundem-se em uma só mensagem e sentimento.
David Giassi
(71)8807-3040
Blog
Myspace

Keys of the Light
Uma banda que é uma orquestra, inflama Lirismo e sensibilidade, misturando o rock, o erudito e até um pouco de canções gregorianas. Para quem gosta de rock e musica clássica, não pode deixar de ouvir . Clássico e Brasileiro né? A/C Kethelin Cochi
R. Frutuoso Viana, 40 SP – São Paulo. CEP – 02378-130
Email : Kotl@Keysofthelight.mus.br
Na rede: www.keysofthelight.mus.br

Ecos Noturnos
A/C Nilson Gomes
R. Clério Pinheiro, 111 – B. Donana. Campo dos Goytacazes. – RJ. CEP 28110-970

Mega Rock
A/C Fernando Cardoso
Caixa Postal 3535-1 Diadema -SP CEP 09951-970
Estigma Fanzine a/c Fabiana Vampíra
QNM19 conj.H casa 44 Ceilândia Sul – DF CEP 72215-190

CARTAS E POESIAS

O ruído do ar condicionado em funcionamento não era suficiente para disfarçar os passos pesados dos ponteiros do relógio. O tic tac vazio se dispersava pelo quarto, pontuado pelos suspiros profundos de Daniela.

A garota, deitada de bruços na cama, segurava uma foto, onde ela e um rapaz sorridente se divertiam num passeio a Campos de Jordão. Era na verdade uma montagem de computador, Daniela nunca esteve lá, mas achava que aquele momento era especial e precisava estar com ele . Qualquer um diria que os dois formavam um lindo par, Assim como disse sua mãe na primeira vez em que o garoto visitou aquela casa.

Ele havia estado naquele quarto dia atrás, e sua presença ainda era perceptível, pois Daniela revivia a todo momento o instante em que os dois se beijaram próximos a janela, e ele sentou-se em sua cama e folheou seu álbum de fotografia. Daniela estendeu o braço direito e agarrou um dos bichinhos de pelúcia sobre o armário, acabou derrubando seu diário no carpete. Ficou abraçada na cama com o bicho, acariciando suas orelhas. Uma lagrima surgiu em seus olhos.

O diário aberto no chão mostrava paginas registradas com caneta colorida. Revelava um dos momentos mais felizes de sua vida. O dia em que conheceu o rapaz. Um dia diferente dos outros, incrivelmente ensolarado, onde os risos eram realmente sinceros e as duvidas já não mais existiam. Se nas paginas anteriores só haviam sonhos e lamentações, Nestas Daniela mostrava-se imensamente entusiasmada com movimentos reais, achava tudo lindo e tinha pressa de viver. Tecia planos e mais planos para seu futuro, traçados com um fio sólido.

O amor de Daniela agora era único e indivisível, e ela faria de tudo para torna-lo eterno.

Daniela levantou-se e sentou-se ao lado da cama. Exprimiu um sorriso quase ao mesmo tempo em que uma lágrima, surgiu em seus olhos. Vestiu uma calça jeans e admirou o próprio corpo no espelho.

Mais um lagrima escorreu seu rosto, novamente foi seguida de um sorriso, desta vez, ainda mais intenso. Alguém bateu a porta. O riso de Daniela deu lugar a uma expressão sombria. Um oficial de justiça acompanhado de um policial entraram no quarto. O oficial pediu a moça que colocasse um agasalho, a garota vestiu uma blusa de moleton.

Seu cabelo solto tornava ainda mais enigmática sua expressão. Daniela fez menção de pegar seu diário, mas o policial disse que ela não poderia mais mexer nos pertences de seu quarto. E os dois saíram com a garota algemada. Acusada de assassinato.

Por: Ligia Carmine.

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